Microchips para rastreamento de animais e veículos... Os humanos seriam os próximos?
Pois é, a novidade já chegou, por enquanto, apenas em alguns poucos estados, mas tudo indica que vai ficar e se alastrar pelos outras unidades da federação. O motivo é simples: significa arrecadação, ou seja, mais dinheiro para os cofres públicos. A dúvida apenas será se irá para outros estados e municípios.
Sob o velho pretexto da “segurança no trânsito” (lembram-se das lombadas eletrônicas?), a Prefeitura de Bauru “urdiu” com o seu Centro de Controle de Zoonoses, a implantação de um microchip do tamanho de um grão de arroz nos cavalos do município. A novidade já está funcionando e o microchip controla os dados do animal e do proprietário. Funciona assim: se um cavalo for pego perambulando pela cidade, colocando o trânsito em risco, ele é apreendido e, pela leitura do seu microchip, o proprietário é notificado e terá de pagar a multa de R$ 150,00 (por enquanto), se quiser recuperá-lo.
Segundo informações da Agência Estado, (dados de outubro de 2007) apenas nos nove primeiros meses daquele ano já haviam sido recolhidos 130 animais , dentre os quais, 50 estavam “chipados”.
Já na cidade de São Paulo e quanto aos carros de passeio, a coisa é mais ou menos semelhante, porém mais rígida: implanta-se um chip no pára-brisas, contendo os dados do veículo e do proprietário. Porém, esse chip informa também a localização, os percursos e a velocidade média do veículo em cada trajeto e ainda, por exemplo, se o IPVA, o licenciamento ou as multas estão em dia. Assim, basta um guarda-de-trânsito ou um policial rodoviário passar o leitor manual sobre o chip, ler o status da informação e, se for ocaso, selecionar a opção “multar“. Dali mesmo, a multa será enviada diretamente para o Departamento de Trânsito local. Isto é para a segurança do veículo? Se ele não for roubado, os dados estarão lá, do mesmo jeito, à disposição das autoridades.
Alguém tem dúvida de que o objetivo é o controle e arrecadação de tributos e de que a novidade vai pegar? Estes são típicos exemplos do uso da tecnologia para causas, digamos, não lá muito nobres.
E se eles resolverem, mais tarde, implantar esses chips em nós, cidadãos comuns, cada vez que formos tirar uma identidade? Já somos controlados pelo RG e pelo CPF!… Não custa nada, nos órgãos de identificação, implantar um chipezinho, indolor, do tamanho de um grão de arroz. “É para a sua segurança, senhor, dirão”.
Mas isso, se funcionasse, só serviria para a localização em caso de seqüestro (desde que o seqüestrador não soubesse a localização do chip, senão, ele simplesmente o arrancaria, à faca).
Como os lugares de implantação seriam sempre os mesmos…
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